Créditos Camilla Moreira.JPG

O projeto Arte no Escadão, a princípio aconteceria de forma presencial no Escadão da Pampulha, nome popular da escadaria que liga a Avenida Portugal, no bairro Santa Amélia, à orla da Lagoa da Pampulha. Porém, devido à pandemia, foi necessária uma grande mudança de planos. 

 

Para superar o desafio de fazer com que o festival acontecesse na situação atual, os idealizadores precisaram adequar o projeto para que ele ocorresse virtualmente, como tem sido o caso de diversos eventos culturais pelo país. No entanto, entrou em cena uma proposta inovadora, ainda pouco explorada no Brasil e com o potencial de proporcionar uma experiência inédita para muitas pessoas.

 

Assim, foi iniciada uma parceria inédita com o Festival Real Mix 0.1, que acontece na Colômbia e é realizado pela Prefeitura de Bogotá através do Instituto Distrital de Artes (Idartes). Em sua última edição, o festival utilizou a tecnologia da plataforma Mozilla Hubs para reproduzir em 3D o espaço do Planetário de Bogotá, que abrigaria o festival. É com essa expertise que a equipe de colombianos chega ao projeto do Escadão.

 

Através de uma convocatória pública, que aconteceu no mês de maio, o Arte no Escadão convidou artistas de todo o Brasil a enviarem propostas de trabalho site specific, que são obras criadas de acordo com o ambiente e com um espaço determinado. Ou seja, era preciso que os trabalhos fossem pensados especialmente para o local. Foram selecionados 5 artistas de Belo Horizonte: Aline Xavier, Paulo Sergio Santos, Sandro Miccoli, Sergio Augusto Medeiros e Thainá Carvalho.

 

Além desses 5 trabalhos, a primeira edição do festival conta com a participação de outros 10 artistas, sendo 5 artistas internacionais selecionados pelo Festival Real Mix: Malitzin Cortés, Silvana Callegari, Carlos Andres Franklin Sanavria, Paula Casanova, Dario D'Antiochia e Nazly Lopez Diaz; 1 artista convidado: Vigas; e 3 artistas que compõem a equipe idealizadora do projeto: André Hallak, Eder Santos e Leandro Aragão.